REVIEW: LEE HYORI – BLACK

Olá, como vocês estão?

E depois de uns dias sem post, cá estou eu. Peço perdão. Mass, pra compensar, temos uma review que eu queria muito fazer.

Eu não sou lá um maior conhecedor da Lee Hyori, só ouço algumas faixas aleatoriamente mas nunca parei pra me aprofundar nela e tal. Porém, quando vi que ela voltaria, acabei ficando animado.

Black é um álbum bem importante na carreira dela, afinal, é o primeiro trabalho após 4 anos fora dos holofotes, e que tem uma nova proposta sonora pra ela (Lee Hyori é conhecida por músicas animadas e catchys, em Black isso não está presente). Será que todos esses anos em hiatos+proposta totalmente nova na sonoridade resultou em algo bom? Vamos ver.

Ouçam pelo Spotify:

Pra começar, temos Seoul, o pré-release. A faixa é bem calminha e indiezona, e geralmente é o tipo de coisa que eu acho um porre. Porém, por algum motivo, Lee Hyori botou toda sua magia nisso aqui e a faixa acaba se tornando algo extremamente envolvente e melancólico, é o tipo de música que te deixa na atmosfera que ela propõe. Muito boa. Não sei se é o começo perfeito do álbum, mas que ela deixa claro o que vai ter dali em diante, ela deixa.

E então, a title, Black. Uma das coisas que mais curti nela é o fato de Lee Hyori não ter largado todo o apelo pop, tendo apenas diminuído ele. O instrumental disso aqui é ótimo (eu gostei principalmente da parte dos sintetizadores depois do 1° refrão, as vezes adianto a faixa só pra ouvir ela), e o vocal sereno dela casa muito bem com tudo.

Porém, acho que o maior destaque disso aqui é a mensagem que ela passa, na letra, onde ela diz que gostaria de voltar para o mundo colorido (a cena idol) mas agora é tudo sóbrio e etc (a transição de idol pra artista que todos fazem uma hora), e no mv, onde ela mostra de forma bem implícita que seguirá as vontades dela daqui em diante, ao invés de seguir a tendência da indústria. Rainha indie, né?

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Nossa, mas que hino é White Snake. O clima psicodélico/creepy da faixa casa muito com os sintetizadores árabes que, mesmo tímidos, são ótimos. E, ironicamente, o rap do mano é um dos pontos altos (geralmente raps vem pra arruinar feats). A bridge é bem boa também, toda misteriosa.

Eu tava esperando algo no estilo da anterior pra Unknown Track, mas recebi uma midtempo melancólica e acolhedora, que depois vira algo mais alegrinho, mas sem perder toda a melancolia, bem bacana também.

Love Me vem como a primeira e única uptempo do álbum. Na verdade, ela tá mais pra uma midtempo alegre e gostosinha do que uma uptempo, mas ainda assim, é a que mais sai da proposta sonora do Black. Ainda sinto que a posição dela na tracklist poderia ser mais a frente, mas enfim…

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E ai nós temos… uma trindade de ballads e derivados. É… Rain Down é a típica OST que não vai a lugar algum e é somente piano do começo ao fim, assim nem a duração mais curta que o habitual desse tipo de faixa deixa ela agradável. Já Mute se afasta bastante do conceito de ballad, mas é bem “faixa encerradora do álbum”, e de interessante mesmo, só o refrão, que é feito de sintetizadores. Não chega a ser ruim, mas é meio fillerzinha água com açúcar.

Beautiful é música de cafeteria 101 mesmo. Acho que das 3, ela é a que mais poderia ser dispensada. Mas fazer o que, né? Felizmente temos Unchanged pra mudar as coisas, sendo mais uma faixa intensa do álbum. Demorei pra curtir essa, porque toda vez que escutava, sentia que o refrão parecia um pré-refrão, mas logo essa sensação passou.

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E a última faixa do álbum é Diamond, um dueto dela com um mano ai, que é uma ballad de dorama. Pois é. Acho que faria bem pro Black terminar com Unchanged + os instrumentais que vem a seguir.

Pra fechar de vez, os instrumentais de Seoul e de Black. Ambos são ótimos, o de Seoul por ser bem melancólico e o de Black por ser bem intenso. Geralmente instrumentais no final são só pra fazer volume, mas aqui os dois tem sua adição bem válida.

No geral, acho que Black é melhor do que eu estava esperando. A promessa de um novo som foi feita com êxito, Lee Hyori continua a sexy queen do kpop ao mesmo tempo que passa sua imagem indie e conceitual. Parabéns pra ela por ter conseguido mesclar todo esse revamp com o pop, deixando as coisas diferentes ao mesmo tempo que é bem Lee Hyori. O álbum possui faixas bem bacanas (principalmente na 1° metade, que é basicamente o destaque dele), e mesmo com algumas balladzinhas meia boca no decorrer, ele continua sendo bem sólido do começo ao fim (apesar de que eu viveria sem a trinca de ballads ali, isso derrubou bastante minha nota final). Provavelmente Lee Hyori voltará só daqui vários anos (e se voltar), mas o Black é o suficiente pra ficar na memória até lá.

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The Misconceptions Of Me ~ Review

Lee Hyori – Black

Lançamento: 04/07/2017

Nota: 7,5 

TOP3: Black, White Snake e Seoul

E vocês, o que acharam do Black?

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4 comentários sobre “REVIEW: LEE HYORI – BLACK

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