REVIEW: DAY6 – SUNRISE

Olá, como vocês estão?

E hoje eu trago mais uma review, que eu acabei adiando mais do que pretendia, a do Sunrise, 1° LP do Day6. No começo do ano, eu fiquei bem animado com o projeto de singles mensais deles (mesmo que eu já tenha vivido 2 casos onde a coisa começa a desandar, vocês provavelmente devem saber quais são esses 2 casos por provavelmente terem se decepcionado com eles também, então não irei dizer), pois parecia promissor e acho que seria uma ótima oportunidade pra eu conhecê-los melhor. Bem, a coisa começou bem com I Wait, desandou naquela de fevereiro, voltou aos trilhos com How Can I Say e… e bem, depois eu meio que parei de acompanhar, só vendo o link do mv por ai e esquecendo de ouvir. E então a JYP resolveu lançar um LP, misturando as músicas já lançadas + inéditas.

E ao mesmo tempo em que isso é bom, pois assim trás conteúdo novo e reserva mais singles pra serem lançados até o fim do ano (ao invés de lançar single mensal e em dezembro lançar um LP que é uma compilação de tudo), isso pode ser ruim, pois continuar com singles depois do LP pode significar que as bsides inéditas dele sejam bem qualquer coisa.

Eu não sou muito chegado em Day6, eles são aquele grupo (banda, no caso) que eu fico “opa, curti essa música ai” e só, mas gosto de uns integrantes pelo o que vejo deles por ai, mesmo que não seja algo que me prenda a ponto de stanear e tal. Rock não é lá meu gênero musical favorito, mas o kpop tem o poder de me fazer gostar dessas coisas (eu não gosto de rap, principalmente de homem, mas o kpop me faz gostar, mesma coisa com EDMzão, R&B e PR&B, e etc), e eles são mais um ato que se encaixa nessa regra.

E bem, Sunrise é basicamente um álbum de rock, mas será que ele presta ou soa como se fosse a mesma faixa por 50 minutos? Vamos ver ai:

Ouçam pelo Youtube:

-x-

O álbum começa com For Me, Today Is… (eu to pegando a romanização de tudo num comentário do vídeo acima, então me perdoem erros). Eles parecem ter duas vertentes: o rock de abertura de anime e a ballad rock indiezada. E essa faz parte da 1°, inclusive, me soa como “abertura de Fairy Tail no arco de Édolas” por algum motivo. É levemente filler e não tem tanto impacto como primeira música, mas enfim…

Depois temos a title do álbum, I Smile, que segue a 2° vertente que eu falei lá em cima. Ela é um bom exemplo de boa ballad de rock, e a bridge é ótima. Ainda tenho minhas dúvidas se ela seria o melhor single, mas é bacana de qualquer forma.

Man In A Movie muda um pouco as coisas, tendo uma pegada rock um pouco mais contida nos versos até que exploda no refrão. O piano esganiçado na backtrack é bom também (na verdade, acho que boa parte do diferencial dela vem disso). Mais uma boa faixa, e eu acho que ela teria sido boa como single também.

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I Wait vem como a primeira das já conhecidas (e a melhor delas até agora, pra mim). Eu não tenho muito o que dizer dela que já não tenha dito, ela é bem evocativa de jrock, com as guitarras e os sintetizadores misturados (lembram-se quando isso saiu e logo depois veio Chase Me, e assim a nação ficou achando que essa seria a modinha sonora do ano? Saudades), e isso no kpop é sempre bom. Os vocais chorosos dos versos são bons e bem emotivos, e dão certa força pro refrão forte vir. Ótima. E até que escrevi bastante pra quem não tinha o que dizer, né?

E continuando o clima de jrock, temos How I Can Say, outra que gosto bastante. Aqui o instrumental é bem mais agressivo, e os sintetizadores se fazem mais presentes, o que eu adorei. E novamente, temos uma ótima bridge, mas aqui ela é mais ótima ainda.

JYP resolveu desenterrar Letting Go numa versão rebootada pra por no álbum (Wonder Girls impact durando até agora, um pisão desse). E ela é beeem melhor que a versão usada como single do Daydream no ano passado, o meu problema com a faixa eram os versos bem monótonos, e aqui isso foi corrigido com um instrumental com mais presença. Por que não usaram essa ano passado? Nunca saberemos.

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5 faixas se passaram, então já estava na hora de uma filler, que no caso é I Would. Ela perde seu impacto (e já não tem muito) por vir pós trindade dos singles bons, e pra destacar acho que só o refrão que é bem dramático, e eu gosto disso. Mas tirando essa parte, é power ballad rock 101.

Goodbye Winter é aquele tipo de coisa que a gente sabe do que se trata só lendo o nome. E quando ouvimos, ela é exatamente daquele jeito. Acho que I Would acaba de perder seu posto de fillerzona.

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Voltando aos singles já lançados, temos I’m Serious. Eu escutei ela só uma vez, então não lembrava como era, ouvi agora com o álbum novamente e achei ela boa. Tem bem o clima de “início de filme de colegial”. E ela ganha mais pontos ainda por ser bem descontraída, coisa que não teve aqui ainda (ou as faixas eram dramaticamente intensas ou dramaticamente tristes, I’m Serious vem pra mudar isso)

E agora quem volta é o rock pauleira, com Say Wow, um dos destaques. O começo dela é bacana e indica que teremos algo seguindo o clima da anterior, mas ai as guitarras começam a aparecer no pré-refrão e então o refrão intenso evocativo de jrock volta. E pela 3° vez, temos uma ótima bridge, que no caso é pseudo-acústica e faz toda a diferença.

Eu agora não me lembro de ter ouvido Dance Dance quando ela saiu como single de maio, mas eu curti ela também. Eu disse que I’m Serious tinha clima de “início de filme de colegial”, mas agora o posto é dessa aqui. Os sintetizadores no pré-refrão são ótimos, achei uma pena eles serem tão tímidos a ponto de serem pouco notados. O contraste de versos alegres com refrão dramático é usado aqui de uma forma que não foi usado até agora no álbum, ótima.

Agora entramos na reta final, e infelizmente, ela acaba sendo a parte mais fraca de tudo. Mas enfim, vamos analisar as faixas…

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Primeiramente, My Day, uma midtempo bonitinha alá Coldplay. É bem a música que você ouve quando tá escutando o álbum pela primeira vez e depois sempre pula. Acho que se salva só os “YOUR. ARE. MY. DAY” gritados como se eles fossem líderes de torcida no finalzinho, poderiam ter usado mais.

You Were Beautiful vem como o último single do projeto Every Day6 a aparecer no álbum, e ele é o mais fraquinho até agora, sendo uma ballad bem introspectiva. Achei ela meia boca em fevereiro e infelizmente continuo achando agora 😦

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E pra finalizar, uma ~versão final~ de Congratulations, o debut deles lá de 2015. É a mesma coisa, mas teve um mano que saiu do grupo no começo de 2016, então o “final version” deve ser sobre a faixa ser regravada. Acho que só ela nessa parte final do álbum já seria um ótimo final, mas ela vem após 2 midtempos/ballads, então acaba dando a sensação de “mais uma”

O parágrafo final ficou grande, perdão. Sunrise é um álbum decente, mas achei que ele tem alguns poréns. A sonoridade dele é o principal deles, é rock em quase todo o segmento, e enquanto isso é bom por ser algo incomum no kpop (já que o máximo que tem são guitarras nas músicas, mas sem evocar o gênero), também pode ser negativo caso levarmos em conta que ele é só isso, então pode ser que soe bastante repetitivo (isso é meio que uma faca de 2 gumes, o álbum ser variado sonoramente porém soar como algo inconsistente versus o álbum ser coeso na sonoridade mas acabar soando como a mesma coisa até o fim), e por isso, eu acho que ele é bem mais produtivo se ouvido como faixas soltas do que como o conjunto todo. O outro é que ele é pouco variado na execução. Não sei se vou saber me explicar bem, mas como eu disse no comecinho do post, ele segue a vertente do rock de abertura de anime OU a ballad rock bonitinha, e ele acaba sendo isso até o fim, não tem uma variação maior do gênero a não ser em umas 2 faixas (isso parece ser o que eu disse agora há pouco com outras palavras, mas espero que tenha dado pra entender). a 3° e última, e talvez a menos relevante, é o final, que poderia ser triunfal e acabar de forma boa um álbum que tava bacana, mas só jogaram as ballads chorosas pra ele e pronto, achei que ele perdeu alguns pontos com essa. Eu não acho que o fato de ele ser basicamente uma coletânea seja uma coisa negativa, isso é comum de acontecer, e aqui isso nem é tão notado assim, visto que a JYP foi esperta e espaçou os singles das novas, não deixando óbvio que é uma união de coisas já lançadas + algumas inéditas. Ele é equilibrado nas fillers, e eu achei isso ótimo, ainda mais que elas são espaçadas e não ficam deixando as coisas monótonas. Como eu disse, não sou um stan de Day6 nem nada do tipo, então achei que esse álbum é uma boa ~introdução~ ao trabalho deles.

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The Misconceptions Of Me ~ Review

Day6 – Sunrise

Lançamento: 06/07/2017

Nota: 7,5

TOP3: I Wait, How Can I Say e Say Wow

E vocês, o que acharam do Sunrise?

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5 comentários sobre “REVIEW: DAY6 – SUNRISE

  1. kinuko (@yellowpostitbae) disse:

    O Sunrise foi uma experiência meio decepcionante pra mim. Eu, como MyDay (vão se foderem as coreanas por terem escolhido esse nome de bosta com tantas opções legais), amo o lado j-rock dos meninos, principalmente pelo fato de todos os membros terem vozes bem distintas e saberem como usá-las. Eu também sou apaixonada pelas músicas nas quais os sintetizadores participam de forma mais agressiva e estão mais presentes, e precisamos agradecer ao Wonpil por isso. Em maio, eu já tinha perdido o hype pro projeto, por ter percebido que o rock emo deles não ia voltar. I Smile foi uma grata surpresa, apesar de eu ter esperado mais por ter ouvido a bridge nos teasers e ser a melhor bridge de singles deles. O álbum soa muito filler, muito coffeeshop, e eu quero acreditar que eles estão indo por essa direção mais por pressão da empresa, já que esse conceito cola com os coreanos, do que por eles mesmos. Eu vou continuar acompanhando o Every DAY6 fervorosamente,mas manter as minhas expectativas baixas, então eu kinda concordo com a sua review, mas eu acho o The Day uma melhor introdução ao trabalho deles, tanto ele quanto o Daydream são melhores que o Sunrise. Espero realmente não me decepcionar quando sair o álbum do final do ano. (Desculpa o parágrafozão, Adriano oppa fighting!!!”!’1!1!2NE1!!!!)

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    • Adriano disse:

      Vai ter mais um álbum ainda? Eita

      Realmente, ele tem até que bastante faixas que são bem elevador e tal, mas num todo até curti porque no conjunto elas ficam menos chatinhas e tal, hihi

      Eu não cheguei a ouvir os outros álbuns deles inteiros, mas ouvi Blood (é do Daydream né?) e achei ótima, bem melhor que Letting Go

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