REVIEW: DO IT AMAZING! – YOLO

Olá, como vocês estão?

E mais uma review semanal. Dessa vez de algo que eu nunca pensei que fosse me interessar de vez: DIA

Quando elas debutaram, há quase 2 anos atrás, o único chamativo que fez com que eu desse alguma bola foi o fato de elas serem da MBK, empresa do T-ara, que eu gosto bastante. E tive uma impressão positiva, já que o aegyo-pseudo-hiphop-em-cenários-urbanos combinava com elas e era o suficiente pra dar uma levíssima identidade visual pro grupo, além de Somehow ser, pelo menos, uma das minhas 30 músicas favoritas de 2015. Mas ai, as coisas começaram a desandar… e desde então, eu não estive ligando muito pra elas. Mas ai, como a vida ama dar reviravoltas, a MBK decidiu dar um 2° LP pra elas (o que ultrajou muita gente, visto que T-ara só teve 1 na carreira toda e isso soou como um A B S U R D O para os queens, mas isso é uma história a parte). E elas pareciam estar voltando a suas origens de aegyo-pseudo-hiphop-em-cenários-urbanos, o que, junto com o LP, foi o suficiente pra me animar pro comeback (já devo ter comentado aqui que full álbuns sempre me deixam hypado)

Acho o 1° LP delas bem, mas beeeeeeem ok mesmo, nada que mude a vida de ninguém, mas nada que chegue a ser ruim. Apenas uma ouvida casual. Mas como será que está esse? Vale a ouvida? O que eu achei sobre a title e o resto vocês vêem ai embaixo.

Ouçam pelo Spotify:

Começamos com Will You Go Out With Me, a title. O começo disso aqui é extremamente confuso, com versos que são falados e cantados ao mesmo tempo, logo faz a gente torcer o nariz. Mas ai tudo toma forma pra um refrão bonitinho que carrega a faixa, que mesmo sendo cantado por uma criança de 3 anos, é bacana e levemente grudento. A backtrack synthpop é boa, e se não fossem os versos bagunçados, provavelmente tudo seria ótimo, mas não aconteceu, e nisso a faixa acaba por ser somente agradável.

O mv ao menos é como eu esperava, com trocentos segundos de Chaeyeon e 2 de cada uma entre as outras. É um acompanhamento visual legal e deixa tudo mais simples de se engolir, ao menos. Agora, o porque de todo mundo achar que enfiar integrantes aleatórias no grupo só pra ele ficar com 9 automaticamente irá levá-las ao status de grupo da nação, eu não sei, mas pela 183901° vez alguém fez isso, e adivinhem, não vai dar certo.

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Depois, vamos pra Male Friend, que inicialmente me surpreendeu por parecer uma coisa mais voltada pro girlcrush urban, mas em segundos ela engrenou num aegyozão. Porém, eu achei a faixa bem bacana, o refrão evocativo de Luv do Apink é bacaninha e o break do final é inesperado (apesar de achar que seria melhor se ele viesse antes, porque a estrutura de versos-refrão-versos-refrão-bridge-refrão dos singles do kpop já tinha vindo, aparecer depois da ótima bridge mais suave seria bem melhor).

April aparece como a primeira midtempo. É uma dessas músicas acústicas de homem x mulher que saem todo dia na 1theK, mas ela como uma bside até ficou legal, e a posição na tracklist a faz bem vinda. Incrivelmente, o rap do tal DinDin não é desnecessário, até agregando um pouco na faixa.

Quando li o nome de Mannequin, logo achei que fosse ser uma faixa bizarrona, mas ela acaba sendo uma pseudo-ballad que logo engrena numa bossa nova bem boa e carregada instrumentalmente, com guitarras e saxofone. O refrão dramático e gritado é ótimo, e os raps também acrescentam bastante. Provavelmente a melhor de tudo isso aqui.

 

 

O clima mais melancólico continua em You Are My Flower, feat com Hong Jinyoung e Kim Yeonja, duas cantoras lá da Coreia. Mais uma boa faixa, sendo praticamente uma lambada e tendo até a aura brega e chorosa do gênero. Quem diria, não? Uma agradável surpresa.

Pelo menos até agora, a tracklist desse álbum é bem montada, e Light só comprova isso. Parece besta, mas onde foi que vocês viram midtempos serem tão bem organizadas num álbum do kpop? Pois é. A faixa é uma power ballad levemente filler, mas que não ofende ninguém. Não é o tipo de coisa que eu pego pra ouvir toda hora, mas no álbum ela é até bem-vinda. E, justamente onde é o problema das ballads, que no caso é o instrumental, ela acerta bastante, sendo bem orquestral e rica em elementos.

Seguindo, There’s No Time, solo da Cathy (a ótima rapper delas) com a Chungha do IOI. É provavelmente a mais filler do álbum todo, e enquanto em outros casos eu apenas ouviria numa boa, aqui eu fiquei meio decepcionado, afinal, acho que esse não é o tipo de coisa que se espera de uma dancer fodona com uma rapper boa. Cadê a farofa?

 

 

 

Listen To This Song bota as coisas um pouco pra cima, sendo (mais) uma boa midtempo acústica, mas com bem mais pulso e uns elementos tímidos na backtrack, mas que fazem a diferença. Os raps são o verdadeiro destaque, mas o refrão é legal também.

O aegyo volta mais notável em Not Only You But Spring, que vem em boa posição na tracklist por ter semelhanças sonoras com a anterior. É mais filler que sua antecessora, e de chamativo só a gaita mesmo, mas é o suficiente pra dar um diferencial.

Independence Movement Song vem pra mudar um pouco a sonoridade. Pelo nome, achei que fosse uma uptempo motivacional alá Dream Girls do IOI, mas a essa altura do álbum eu acho que exigi demais. Após a introdução de um minuto (de uma música que tem a porra de 5 minutos), ela vira uma ballad chorosa que de interessante só tem a backtrack. Blé, desandou legal, e nem pela música em si, mais pela duração mesmo, mas como foi a primeira do álbum, acho que da pra perdoar um pouco.

 

 

E agora, Will You Go Out With Me (2016 vers), que eu nem entendi porque diabos uma música de 2017 tem uma versão de 2016. Será porque ela tem só 7 integrantes cantando? Nunca vou saber, porque nem sei se tem só 7 nisso, mas enfim. O importante é que ela é milhares de vezes melhor que a usada de single, e eu não faço ideia do porque a MBK botou isso aqui de bside ao invés de title. Paciência.

Depois, uma versão de You Are My Flower só com o DIA. Os vocais aegyo delas tiraram um pouco da aura brega da faixa, mas de resto, é a mesma coisa. Vai entender esse povo acrescentando versões praticamente iguais da mesma música no álbum.

E então, MAIS UMA versão da title . E bem, é uma versão ballad de WYGOWM (olhem minha cara de quem vai escrever o nome da música inteiro toda hora). Ao menos elas se deram ao trabalho de cantar de novo, ao invés de só pegarem o vocal da original e botar num instrumental de violão.

 

 

E pra fechar, o instrumental de WYGOWM. Como eu disse lá em cima, a backtrack é bem interessante, e aqui só se confirma. Nhé, após tanta coisa adicionada não sei se precisava do instrumental, mas como deve ser regra entre as empresas, eu compreendo.

Yolo é um álbum até que surpreendente, se formos levar em conta alguns fatores, como o fato de ninguém ligar muito pro DIA. Tem uma sonoridade bem sólida e que acaba soando como fora da curva, já que provavelmente todo mundo esperava uns aegyo, e no fim ele opta por midtempos e ballads que vão de no máximo filler (Light, There’s No Time) até ótimas (You Are My Flower, Mannequin). E ele consegue realizar a proeza de ser cheio de músicas nessa vibe mas não soar tedioso nem fazer com que você fique com vontade de correr dali (ao menos comigo não foi assim, e olha que eu sou chato pra essas coisas). O único problema é o fato de ele ser longo demais. Quer dizer, 14 faixas é um bom número, mas só se você vai encher de músicas propriamente ditas, ao invés de ficar pondo versão ballad, instrumental, uma versão do feat sem o feat da coisa, etc. Terminassem na faixa 11 e seria um ótimo álbum, mas o excesso de firulas derruba bastante, infelizmente. Porém, até a faixa 11 ele é mais do que acima da média, e por isso vale a ouvida.

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The Misconceptions Of Me ~ Review 

Do It Amazing – Yolo

Lançamento: 19/04/2017

Nota: 8

TOP 3: Mannequin, You Are My Flower e Will You Go Out With Me (2016 version) 

E vocês, o que acharam do Yolo?

Não se esqueçam de curtir a página do blog, e se gostou do post, divulgue ❤

 

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10 comentários sobre “REVIEW: DO IT AMAZING! – YOLO

  1. Crazy Dog disse:

    Esse álbum ta bem legal mesmo, e ganha ainda mais pontos por ter sido praticamente produzido pelas próprias integrantes.
    As pessoas podem me julgar a vontade, mas eu sou muito stan de DIA, tenho um carinho mt grande pelas integrantes desde o pré-debut e to começando a me afeiçoar as novatas.

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  2. Gêmeas Satânicas disse:

    A Tittle Track OT9 Ficou muito bagunçada, parece que tiveram que fazer modificações de última hora, enquanto a versão OT7 é bem superior mesmo, principalmente quando não desacelera nos raps da Cathy, mas… Soa um pouco inacabada e tal.

    Mannequin é a cara da Brown Eyed Girls poderia até ser uma Demo do Sixth Sense, mas sem os três vocais acima da média, mas a Cathy envoca a Miryo muito bem.

    Eu passei a gostar muito do DIA e ainda não sei por que adicionar a mini hyoyeon e a outra vocal bonitinha se o grupo é trabalhado encima da Chaeyeon. Enfim espero que role um repackage pois o single tá meio fraco, que nem os stages estão salvando, prefiro bem mais MR. Potter Cream Cake.

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    • Adriano disse:

      Eu não tinha percebido o quanto Mannequin é BEG, parece muito mesmo, ahuhaushsh

      Também não entendi terem botado mais menina, seria mais fácil pra MBK trabalhar elas duas em alguma outra coisa e ver se engrena, no grupo elas só vão ser ofuscadas

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