REVIEW: TAEYEON – MY VOICE (DELUXE)

Olá, como vocês estão?

Eu tinha dito que não ia fazer review do My Voice, não por que não gostei ou algo do tipo, mas sim porque todos os blogueiros da blogosfera fundo de quintal crítica especializada sobre música pop asiática iriam fazer, e logo a pauta ficaria desgastada. Mas, com o anúncio desse repack ai, resolvi dar o braço a torcer, já que é uma pauta quase que nova.

E então, a SM resolveu botar Taeyeon pra trabalhar de novo e lançar um repack do My Voice, provavelmente pra vender mais ainda (100 mil cópias da original com duas versões, e aposto que vai dar a mesma coisa agora). Mas será que essas faixas a mais compensam alguma coisa e tornam o álbum ainda mais interessante? Ou será que é só pra encher linguiça? Vamos ver

Ouçam pelo Spotify: 

Iniciamos logo com Make Me Love You, a title do repackage. É uma power ballad bonitinha, e o refrão é bacana até, bem grudentinho e tal. Ouvindo no álbum ela é boa, mas como single eu achei meio esquecível, típica coisa que você ouve umas 3/4 vezes e pronto. O mv é lindíssimo, assim como toda a estética do photoshoot do álbum.

Depois, Fine, a title do My Voice original. Outra power ballad legal, cheia de gritaria e com um ar reflexivo bacana. Eu creio que não gosto tanto quanto a maioria de vocês, mas é uma faixa legal e que segue bem o clima que a anterior deixou.

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Cover Up chega botando as coisas pra cima. É o house nosso de cada dia? Sim, mas acho que quando usada numa uptempo bonitinha e tropical assim, fica tudo ótimo. Destaque pra bridge que é bem inesperada, com uns violinos na backtrack. A letra é sobre Taeyeon não conseguindo esconder que está apaixonada. Muito bem, tem que ser assim mesmo, menina, se o sentimento é sincero, precisa esconder não. Adoro o lado pop da Taeyeon e aqui não foi diferente, uma das que mais gostei…

Das 3 ballads iniciais, Feel So Fine é provavelmente a melhor. Tem um pouco mais de pulso no instrumental, onde as guitarras tão mais destacadas, e isso deixa um diferencial ótimo. O refrão é bem bacana também, sendo o típico refrão de Taeyeon, cheio de gritos.

I Got Love vem com tudo como a primeira derrapada do álbum. Como eu já disse em outros posts, o grande problema da faixa é o refrão. Ou melhor, a falta dele. Tudo caminha para ser o hino sensual de 2017 (sério, todo o resto disso é muito bom, tanto que quando vem no aleatório eu sempre deixo tocar até o refrão, ai pulo). Se o refrão não fosse esse ruído ai, seria provavelmente a melhor faixa dela, em questões das que tem mv (não digo single porque foi pré-release, mas vocês entenderam)

Fine, Feel So Fine, I’m OK, Taeyeon está deixando bem claro que está bem, não precisamos nos preocupar, gente. A faixa segue bem o clima mais 100sual que a anterior tentou propor, e a mistura de pop e R&B é bem efetiva, e pela 1930912° vez nessa review, destaque pro refrão, que é bem bacana. A letra é sobre Taeyeon putassa com o cara que a trata com indiferença, e ela prometendo dar o troco. Vai que é tua, pisa nele.

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Time Lapse é outra faixa legal, começando como uma ballad chorosa do tipo que encerra as coisas, mas depois mudando sutilmente pra um dance melancólico, e a duração mais longa parece deixar a faixa ainda mais completa. Bem bacana.

Sweet Love vem como primeira filler, mas como até agora o álbum todo tava ao menos bom, da pra perdoar. É um pouco sem sal, e de chamativo mesmo só ela gritando no refrão.

Seguindo o clima filler, When I Was Young, a típica ballad OST que não vai a lugar nenhum. Seria só ruim, mas infelizmente é o primeiro sinal de que a coisa vai começar a derrapar um pouquinho…

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I Blame On You é a primeira bside inédita do repackage a vir, sendo menos sonífera que a anterior e até tendo um refrão legal de ouvir e que fica relativamente memorizado por uns minutos, mas nada que vá se destacar. Pois é.

As coisas animam de novo com Lonely Night, uma midtempo no piano com uns sintetizadores contando como Taeyeon está chutando o pau da barraca e dizendo pro mano que odeia ele, e tal. Por vir após uma trilogia de músicas sem sal, ela meio que se torna um sopro de ar e esperança nas nossas caras, mas sozinha não faz muita coisa.

E então, vem 11:11 sendo aleatoriamente enfiada aqui, após quase 5 meses de ter sido lançada. Bem, eu não tinha o blog quando ela saiu, e quando lançou, achei bem sem sal. E continuo achando, acho que poderia ter sido facilmente substituída por alguma inédita mais uptempo, teria dado mais força pra 2° metade do álbum, que é praticamente carregada por 2 das 3 últimas, e que vocês devem saber quais são.

Love In Color continua com o clima de ballad acústica, mas ao invés de violão, usa piano. O instrumental ajuda bastante e não deixa a faixa cair na área sonífera, mas mesmo assim, nada de impressionante ou que se destaca.

E chegando na reta final, temos Fire, uma power ballad maravilhosa, misturando rock com uns sintetizadores um pouco mais pesados. É o tipo de coisa que se lançada por um ocidental aleatório iria tocar na novela das 9 e virar jam por meses, até todo mundo enjoar.

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Eraser volta ao uptempo, sendo um country muito bem feito. Gosto bastante de como botam os vocais dela levemente abafados nos versos, fazendo com que o refrão ganhe mais força (não que ele precisasse, mas enfim). E a bridge é bem bacana também. Ouvi tanto quando saiu que acabei enjoando um pouco, mas ainda assim acho uma ótima faixa. Era um fim glorioso pro álbum original, porém…

Pra encerrar, Curtain Call, a 3° inédita do repackage. Dentre as 3, foi a que mais curti e achei que ela teria dado um single melhorzinho. É mais uma power ballad, e dessa vez com o plus de ser um pouco mais feliz, ao invés de melancólica, e é bem bacaninha, mas sei lá… como faixa que encerra, ela soa menos impactante do que Eraser, que fazia isso de forma muito mais marcante. Acho que teria sido melhor ter vindo antes, mas paciência. Ah, falando assim parece que é ruim, mas isoladamente ela é bem boa.

-x-

My Voice é um álbum mais do que bacana. Ele tem várias faixas bacanas e que mostram bem as faces de Taeyeon (ballads, R&B, canções pop, umas mais sensuais), em sua maioria sólidas e que funcionam bem tanto em conjunto quanto sozinhas. Porém, sua tracklist é relativamente bagunçada (coisa que a SM sempre faz com atos que não são f(x) nem SHINee) e isso mata bastante o álbum, principalmente na parte das faixas mais lentas, que ficam por tempo demais e acabam deixando tudo meio massante (principalmente pra quem não for biased ou algo assim, porque convenhamos, gostar do ato em questão sempre influencia se gostamos da música). O repackage não acrescentou muito não, acho que de interessante dele só as fotos e Curtain Call mesmo, que tão bem bonitas. Mas enfim, como eu disse, ele tem várias faixas bacanas, e acho que vale a ouvida sim.

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The Misconceptions Of Me ~ Review 

Taeyeon – My Voice (Deluxe) 

Lançamento: 05/04/2017

Nota: 8,0 

TOP 3: Cover Up, Fire e I’m Ok

E vocês, o que acharam da versão deluxe do My Voice?

Não se esqueçam de curtir a página do blog, e se gostou do post, divulgue ❤

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4 comentários sobre “REVIEW: TAEYEON – MY VOICE (DELUXE)

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