REVIEW: SHINEE – 1 OF 1

Faz uns 2 meses que 1 Of 1 saiu, mas eu só havia escutado algumas músicas dele, então como percebi que as reviews ultimamente tem saído semanalmente, vou transformar em uma programação pro blog: toda quinta feira vai ter uma review de álbum, seja ele antigo, atual, de boyband, girlband, whatever, apenas algum que me motive a escrever sobre.

Enfim, vamos ao post: SHINee havia tido dois ótimos singles em 2015 e após vários adiamentos de comeback, finalmente a SM liberou o 1 Of 1, 5° LP deles e que parecia ser bem promissor, ao entregar várias referências aos anos 90 tanto nos figurinos quanto em sua capa e em sua estratégia de divulgação, feita numa rádio narrada pelo Jonghyun. Mas será que os anos 90 se permanecem somente em sua divulgação e estética ou na sonoridade também? Vamos conferir:

Ouçam pelo Spotify:

Algo raro dentre os lançamentos da SM, o álbum não começa com o lead single, mas sim com Prism, uma dessas músicas que começam lentas e vão crescendo até chegar num refrão mais acelerado. Falando assim parece que é ruim, mas na verdade é uma das minhas favoritas do álbum. Destaque pro violino no fim, que é o toque final em algo que já estava bom. Inicia o 1 Of 1 muito bem.

Agora, a title. 1 Of 1 é um new jack swing que encarna muito bem as boybands dos anos 90, como Backstreet Boys e N’Sync, e ao invés de reinventar o gênero, ela soa como se fosse, de fato, um new jack swing dos anos 90. É bem agradável, e além de trazer a sonoridade de 20 anos atrás, também tem várias referências visuais, como os comerciais da Benetton, uma marca de roupas. Não é lá a melhor faixa do álbum, mas ela é, de longe, a que mais cumpre a proposta de “homenagem aos anos 90”, então sua escolha como title foi mais do que boa.

jonghyun

Depois vamos para Feel Good. Curto muito o começo “abafado” da faixa e o pré-refrão em coro. O refrão não é exatamente o que esperamos, já que ele transita a música pra um funky 90’s e se resume aos “i can make you feel good” suspirados e que são memoráveis. É outra faixa sólida do álbum, e até agora o nível se mantém bem.

Don’t Let Me Go soa mais atual, se parecendo com essas músicas onde a boyband em questão está sofrendo em vários cenários chuvosos e cinzentos. Por si só não faz muita coisa, mas dentro do álbum cai muito bem, obrigado. E o som de chuva+piano na backtrack é ótimo.

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Seguindo o clima mais calmo e sentimental, temos Lipstick. Sei lá, ela não é horrível, mas é bem filler e não faz muita coisa. É o tipo de faixa que você só ouve quando vai ouvir o álbum pela primeira vez e nas outras, acaba pulando.

Logo após temos Don’t Stop, uma midtempo bem gostosinha com um instrumental bacana e até mesmo um pouco diferente do que ouvimos até agora. É boa, mas acho que poderia ter sido colocada em outro momento da tracklist, porque vem após duas outras midtempos e isso acaba derrubando um pouquinho o álbum, que fica com o clima mais calmo por tempo demais.

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As coisas voltam a se animar com SHIFT, a sucessora natural de Savior (que por acaso é a sucessora natural de View). Enfim, é um deep house que já é praticamente marca de qualquer filho da SM, visto que a empresa empurra isso na nossa goela a todo custo, mas SHIFT é tão boa que acabamos por ignorar isso, sendo provavelmente a faixa que mais tem replay factor nisso tudo. Os versos suspirados, o refrão que dá o clima que seguirá o resto da faixa, é tudo ótimo. Poderia ter ganhado um mvzinho, nem que fosse pra servir de fundo do making off do photoshoot.

U Need Me é provavelmente a faixa mais experimental do álbum (e uma das mais na carreira deles), tem um começo todo estranho que me deu a impressão de que meu fone estava falhando na hora que ouvi a primeira vez. Não é uma das minhas favoritas, mas diverte bastante.

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O new jack swing retorna em So Amazing, minha faixa favorita do 1 Of 1. É animada e bem catchy, e a bridge é bem bacana. Fecha o álbum mais do que adequadamente.

E claro, como todo LP do SHINee, 1 Of 1 possui um repackage, o 1 And 1 (em alguns casos eu zombaria da criatividade em excesso da SM, mas por se tratar de um repack, combinou), que tem como função acrescentar mais ballads ao álbum. Vou analisá-las uma por uma também, mas o foco aqui é o 1 Of 1, então nada do que vocês verão abaixo interferirá na conclusão e na nota final (até porque o repack é dividido entre o disco com as novas e seus instrumentais e um disco com as do 1 Of 1, então ele não influenciaria nem se eu quisesse)

A title do repackage, Tell Me What To Do, é uma midtempo bem legal com umas influências de tropical house. Possui um refrão com pulso e cheio de dramaticidade. Infelizmente ela vai pela moda do momento, coisa que 1 Of 1 não fez, mas ainda assim continua uma boa faixa.

Depois vamos para Wish Upon a Star. Nem preciso dizer o que achei disso, né? Indistinta, entediante e sem sal, assim como todas as ballads de violino+piano. E, pra piorar, ela é longa. 3 minutos são mais que o suficiente pra uma coisa dessa, mas a SM meteu logo 4 minutos e 14 de duração.

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Beautiful Life se assemelha mais a title, sendo uma dessas musiquinhas gostosas no violão onde o clipe se passa com o ato em questão se divertindo num acampamento. É mediana, mas não chega a ofender nem fazer você pensar “porra, poderia ter gasto esse tempo com outra coisa”. Só que, infelizmente, acaba pecando no quesito de duração, pois assim como a anterior, poderia ser mais curta.

Rescue é outra ballad bonitinha, mas tem mais pulso que as outras do repackage e seu instrumental com palminhas e algo que parece ser uma flauta não a deixa morrer nem se tornar chata.

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Pra fechar, If You Love Her. Querem saber o que achei? Voltem na parte em que falo de Wish Upon a Star.

Não achei que esse repack acrescenta muita coisa, seria muito melhor se a SM tivesse 1) feito ballads melhores ou 2) não ter se prendido somente a ballads e colocado alguma uptempo, ou qualquer outra coisa no lugar da segunda e da última faixa.

No geral, 1 Of 1 é um álbum que cumpre sua proposta até que competentemente (não chega a ser como o Wonder Girls homenageando os nos 80 no Reboot, por exemplo), mas ainda assim ele cumpre, ao invés de se prender somente a estética das fotos e do lead single. Tem uma variedade sonora bacana e poucos fillers. Não é o melhor deles (eu, particularmente, prefiro aquele repack que dá nome a esse blog), mas ainda assim é um álbum que diverte e que mantém a qualidade presente nos álbuns do grupo. A essa altura, SHINee provavelmente ficará igual ao f(x), dando as caras somente uma vez no ano com um LP, e se dermos sorte, duas com o repackage, mas se todos forem assim, eu não me importarei tanto em ter SHINee por pouco tempo no ano.

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The Misconceptions Of Me ~ Review

SHINee – 1 Of 1

Lançamento: 05/10/2016

Nota: 8,0

TOP 3: So Amazing, SHIFT e Feel Good

E vocês, o que acharam do 1 Of 1?

Pra quem quiser mais SHINee: She Is (Jonghyun)

Não se esqueçam de curtir a página do blog, e se gostou do post, divulgue ❤

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5 comentários sobre “REVIEW: SHINEE – 1 OF 1

  1. Lala disse:

    Eu amei o conceito desse comeback e achei o clipe bom demais, um dos primeiros que assisti do grupo e que me chamou muita atenção, justamente pelo estilo 90s pelo qual eu sou apaixonada.
    Minhas favs do álbum foram: Prism/ Don’t Let Me Go/ SHIFT
    Tirando Rescue, não acho que as músicas do repack acrescentaram muita coisa, não. Não sei porquê, mas também acabei não gostando tanto de ‘Tell Me What To Do’ como a maioria dos shawols. Reconheço que é uma música boa até, mas ainda não colou comigo mesmo depois de um ano zZzzZz

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