REVIEW: VIXX – KER

Acho que boa parte de vocês deve estar se perguntando o que diabos é um KER. Pois então: como sabem, VIXX fez esse ano um projeto baseado na mitologia grega, onde cada um dos single-álbum seria inspirado num dos deuses. O primeiro foi o Zelos, com o “conceito espectral” de Dynamite. Depois, veio o Hades, com Fantasy e o conceito dark que é praticamente marca deles. E pra fechar, o Kratos, que apresenta algo que junta um pouco o funky do Zelos com o dark do Hades, e que por algum motivo é um mini álbum e quebrou toda a sinergia da trilogia.

E então, a Jellyfish decidiu lançar o KER, que é basicamente a junção dos 3 lançamentos anteriores do grupo, formando um 3° álbum de estúdio não oficial deles (afinal, é tido como um “special album”) e eu pensei “por que não fazer uma review dele, já que não comentei nenhum dos lançamentos?” e assim surgiu esse post. Vamos?

Ouçam pelo Spotify:

Começamos com Milky Way. A faixa se inicia com sintetizadores e nos dão a impressão de explodirá em algum momento, mas isso não acontece. Porém não é ruim, é bem alegre e um pouco dançante. Como eu já disse, pra uma faixa que serviu só pra fundo de cenas deles com os fãs, tá ótimo. Abre o álbum bem.

Depois vamos para Dynamite, a title track do Zelos. É um desses números funky que rondaram o kpop esse ano, mas que é otimamente executado. Vai crescendo pouco a pouco até chegar num refrão explosivo e grudento. Um dos meus lançamentos favoritos desse ano.

KER continua com Six Feet Under. É boa, mas acho que não seria muita coisa sem os “six feet under, that’s enough?”. Pelo menos ela diverte e tem um leve replay factor. Logo após, vem Badbye, uma dessas ballads insossas que todo mundo da Coreia parece ter a obrigação de gravar um dia  Pelo menos o refrão é bonitinho, mas eu não ouviria novamente. De qualquer forma, acho que ela dá mais impacto ainda pro que vem a seguir.

Fantasy, o lead single do Hades, é praticamente uma obra de arte. Começa calma, somente com um piano, mas depois explode num refrão dramático, sem se destoar do resto. É VIXX dominando o conceito dark como sempre faz. O mv é com certeza um dos melhores da carreira deles, com vários cenários góticos com uma aura mística.

Seguimos com Love Me Do, um PR&B ótimo que segue bem o clima gótico de Fantasy. Tem um refrão viciante, além de um instrumental bem legal, e o rap do Ravi aqui é um dos meus favoritos do álbum.

O álbum dá uma caída com Butterfly Effect, que é nada mais que uma música de cafeteria. É gostosinha, mas é bem fillerzona e não muda muita coisa.

The Closer sobe o nível da coisa, sendo outro PR&B ótimo no álbum. O relógio batendo no começo nos faz pensar que será outra faixa dark, como Fantasy, mas logo vem o teclado e o clima da faixa se instala. A pausa antes do refrão dá mais impacto em sua chegada, e algo que percebi enquanto ouvia é que a música tem o efeito “crescente”, ou seja, no começo bate aquela sensação de que falta algo mas com algumas ouvidas a mais ela se torna ótima.

Logo depois vem Desperate, a melhor faixa do álbum. É o dark característico do VIXX, que já é bom, mas após passar por um raio gourmetizador, ganhando um refrão explosivo e até mesmo um pouco dançante. O break após o supracitado é só um bônus.

Shooting Star serve de bom follow-up pra sua antecessora, é um dancehall que quase se aproxima do tropical house (se bem que o gênero já possui elementos de dancehall, então não sei). Tem versos legais, mas o refrão não é tão “UOU” quanto a faixa indica em seu build-up. Mas num todo, é uma bside legal que diverte, assim como Six Feet Under.

Uma pena que o fim do álbum dá uma derrapada feia. Temos Good Night & Good Morning, outra midtempo que serve como coffee shop song que de marcante só tem o vocal abafado do Ravi, e The Romance Is Over, uma balladzinha furreca no piano que bate cartão em todos os lançamentos do kpop desde sempre.

KER é um álbum bem bacana e que funciona muito melhor do que deveria (vamos lembrar que nem um álbum propriamente dito ele é), mas que infelizmente tem uma tracklist óbvia, se as músicas pelo menos tivessem sido embaralhadas ele ficaria com menos cara de “álbum que na verdade é uma junção dos trabalhos anteriores do ato” e funcionaria melhor. O número de midtempos/músicas de cafeteria é maior que o necessário pra algo com 11 músicas, e infelizmente isso acaba derrubando um pouquinho. Mas, de qualquer forma, ele continua sendo um bom álbum ao qual vale a ouvida, mesmo que você não goste de VIXX.  Não digo isso só por eles serem um dos meus faves, mas 2016 foi um ótimo ano pro grupo, uma pena que não receberam a devida atenção.

ker

The Misconceptions Of Me ~ Review 

VIXX – KER

Lançamento: 21/11/2016

Nota: 7,0

TOP3: Desperate, Love Me Do e Fantasy

E vocês, o que acharam do KER?

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2 comentários sobre “REVIEW: VIXX – KER

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