REVIEW: AFTER SCHOOL – DRESS TO KILL

Existe algum motivo aparente pra eu fazer essa review? Sim e não. Além da falta de pauta, eu estava lembrando do quanto gostava desse álbum, sendo uma das minhas coisas favoritas dentre tudo o que elas já lançaram. E como provavelmente a Pledis não vai tirá-las da geladeira, acho que é viável fazer essa review. E também porque eu já havia dito no primeiro post do blog que eu faria reviews de álbuns independente se eles são novos ou antigos, então…

Infelizmente passou bem batido em seu lançamento, mas Dress To Kill tem uma sonoridade que cai bem com o After School e que eu particularmente adoro, então mesmo que ele fosse horrível, já teria uns pontos comigo só por isso. Mas como felizmente não é o caso, vamos conferir essa maravilha faixa a faixa.

Ouçam pelo Youtube, já que Dress To Kill, por algum motivo, é a única coisa da discografia delas que não tem no Spotify:

O álbum começa com Dress Code ~Theme Of Dress To Kill~, uma intro de 30 segundos que se resume a 3 frases. A proposta em si é legal e eu curti o tom fantasmagórico na voz delas, mas pra ser boa deveria ser mais longa e com mais elementos, coisa que não acontece e ela se torna totalmente descartável.

Depois vamos para Dress To Kill, que dá nome ao álbum (sério?). A faixa possui um clima bem dark, sóbrio, (chega até mesmo a se assemelhar a algo que estaria na trilha sonora de 007) e isso é ótimo, já que apresenta bem a sonoridade que o álbum tem. O refrão dramático cai muito bem aqui.

Em seguida temos Ms.Independent, um electropop que começa como uma farofinha e muda completamente em seu refrão explosivo, se tornando um farofão ótimo. Um pouco mais alegre, mas não se destoa do resto do álbum. É a minha favorita de tudo isso aqui.

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Triangle tinha tudo pra ser uma faixa ÓTIMA, volta ao clima mais dark do álbum, tem dubstep muito bem usado, mas infelizmente seu final é bem broxante, já que ele é o refrão usado no resto da música, sem highnote, sem mudanças na backtrack, nem nada. Por conta disso acaba sendo só legal. Uma pena.

Seguimos com Crazy Drive. Ela não é ruim, mas acho que o único destaque é o refrão dela, que vem após uma key-change bem inesperada. De resto, é bem qualquer coisa, mas não destrói o álbum nem nada do tipo.

Acho que Shh deve ser o centro de todo o álbum. É um synthpop elegante  que se mantém até o fim, sem dar uma virada brusca ou algo do tipo.. É uma das minhas músicas preferidas delas, pena que o estilo foi pouco usado na carreira do grupo. Menção honrosa pro clipe em preto e branco que combina bastante com a faixa.

lizzy

Yes No Yes (ou Yes Or No) é um R&B que serve de bom follow-up pra Shh, já que permanece com o clima mais dark e tal, mas assim como Crazy Driver, não é ruim, porém só o refrão acaba marcando um pouco (mas nesse caso, bem menos)

O álbum segue com Heaven, um disco anos 70 ótimo e mais um destaque do álbum. O refrão é bem sutil, mas é competente sem mudar muito o clima da faixa.. O único problema – que creio eu ser o único que acha isso – é que vendo a música com o clipe, temos a impressão de que o refrão demora demais pra chegar e Heaven acaba se tornando meio enjoativa. Mas isso não é problema. (Aliás, acho que nem preciso falar nada desse icônico pole-dance com 4 meninas né?)

O ~Heaven impact~ continua em In The Moonlight, mas tem um pouco do que eu presumo ser bossa nova. No fim acaba sendo inofensiva, mesmo que os “dancing in the moonlight” sejam aegyo demais.

nana

Rock It! quebra um pouco o clima de In The Moonlight, mas é só isso mesmo que dá pra tirar. Tinha tudo pra ser uma filler ok, mas elas repetem TANTO “i wanna rock it!” que acaba irritando. Mais ou menos o efeito que I’m Gonna Be Star do Twice tem.

Após Rock It! temos Spotlight, que retorna ao electropop de Ms.Independent. Não é tão superior quanto as que iniciam o álbum, mas ainda assim é boa e “termina” o álbum bem.

Pra fechar oficialmente temos Killing Eyes ~End Of Dress To Kill~, que é só um instrumental bem blé com um salto batendo. Tão dispensável quanto a intro, mas enfim.

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Caso a sua versão física do álbum seja a regular, da capa amarela, vem a versão japonesa de Flashback, que foi uma ótima escolha, pois além de ser um dos melhores lançamentos do kpop em 2012, também casa muito bem com a sonoridade do álbum. Se for a mu-mo, com essa capa aqui, vem Lucky Girl, um aegyo horroroso que mata tudo o que o álbum construiu. Ou seja, fiquem longe da versão mu-mo.

Concluindo, Dress To Kill é um álbum com uma ótima proposta sonora e que a cumpre bem do começo ao fim (em algumas músicas mais e em outras menos, mas ainda assim). 95% de suas faixas são bem sólidas e funcionam pra uma ouvida avulsa, principalmente as que iniciam, Heaven e Shh. Além disso, sua tracklist foi bem montada, então não soa como se as pessoas que fizeram isso tivessem botado o nome das músicas em papeizinhos e foram sorteando a ordem. E pra um álbum, seja qual for o gênero, isso é fundamental. Pena que nunca mais veremos After School brilhando novamente, pois a humanidade necessita de mais álbuns como esse.

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The Misconceptions Of Me ~ Review

After School – Dress To Kill 

Lançamento: 19/03/2014

Nota: 9,0

TOP 3: Ms.Independent, Dress To Kill e Shh.

E vocês, o que acham do Dress To Kill?

Não se esqueçam de curtir a página do blog, e se gostou do post, divulgue ❤

 

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6 comentários sobre “REVIEW: AFTER SCHOOL – DRESS TO KILL

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