REVIEW: BROWN EYED GIRLS – BASIC

Cá estava eu, sem pauta alguma, quase cogitando fazer um top 10 músicas de grupos nugus, quando me veio a cabeça “poxa, BEG podia fazer um comeback, né? Tão fazendo 10 anos e nem um álbum especial”, mas como acho isso pouco provável (essa mania besta de fazer comeback ano sim ano não), resolvi fazer review do último álbum que elas lançaram, o Basic.

Basic apresenta um conceito muito bom, usando a física e tudo mais no nome das músicas e nos mvs, mas será que ele é bom musicalmente, ou faz jus a seu nome, sendo básico pra caramba?

Vamos lá!

Ouçam pelo Spotify:

Iniciamos com Time Of Ice Creamalgo que começa com guitarras e me lembrou um pouco reggae no início, mas depois evolui pra uma musiquinha de elevador (e pelo visto a empresa delas achou a mesma coisa). É bem qualquer coisa, além de não se encaixar tanto no conceito do álbum, mas BEG geralmente tem alguma faixa assim em seus álbuns, então alguma tinha que cumprir a cota. Pelo menos o “if i have to die tonight, in your lips” é legal

A próxima é Warm Hole, faixa que nos trollou imensamente ano passado, com o allkpop traduzindo como “worm hole” pra no fim recebermos esse mv com elas vestidas de coelhinho (foquem na Jea pedindo socorro internamente) e cantando sobre buracos quentes ❤

Mas a música é boa. As partes da Miryo são bem grudentas e o sax tocando pela faixa toda combina bastante (e o negócio da maçã sendo usado pra representar sexo anal foi bem criativo, deu pra entrar no conceito do mv sem fugir do conceito do álbum)

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O álbum continua com Wave, que dá a entender que será uma ballad, mas depois o instrumental ganha uma batida e guitarras. O refrão é bem efetivo e o rap da Miryo é um dos meus favoritos do Basic. A letra fala sobre tudo o que nós conhecemos, que pode acabar da noite pro dia, acho bem legal, apesar de ser meio triste. Uma das que mais gostei. (e pensar que fiquei na expectativa de um mv por causa desse teaser).

Brave New World é a peça central de todo o álbum. É um disco anos 70 extremamente bem feito (BEG é sinônimo de qualidade, afinal). O começo com os violinos, o pré-refrão, é tudo maravilhoso. O mv é de longe o mais bonito da carreira delas. O rap da Miryo me soou meio aleatório nas primeiras ouvidas, como se tivessem colocado ali pra ela ter o que cantar, mas depois me acostumei e ele é algo importante na música. Enfim, Brave New World foi uma das melhores coisas lançadas no ano passado.

O ritmo do álbum dá uma diminuída com Obsession. O instrumental é legal e ela funciona bem no contexto do Basic, porém não acho que faça muito sozinha. Mas não achei ruim não (inclusive é uma das melhores entre as mais lentas).

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Higgs é uma das minhas favoritas. Por algum motivo me lembra música de abertura de série de comédia, não me perguntem por quê. Assim como Warm Hole, ela também tem sax, mas quem fez a tracklist disso fez bem, pois colocar ambas juntas não daria tão certo. O pré-refrão com a Miryo nos deixa ansioso pro refrão, que é um ponto alto da música (assim como o rap na bridge). Me deixou com a sensação de “quero mais” quando terminei de escutar.

Duetos de rap x vocal é algo bem comum na música, em geral, mas é ótimo quando bem feito, e isso que Light é. Uma ótima ballad, com um refrão bom que nos faz balançar as mãos pra um lado e pro outro quando ouvimos, como se estivéssemos num culto evangélico. As trompetas(?) tocando a partir do primeiro refrão são bem legais também. Só faltou um live pra vermos Jea dando essas maravilhosas highnotes ao vivo.

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Achei Atomic bem diferente do que elas costumam fazer. A letra fala sobre uma bomba atômica prestes a explodir (interpretem como quiser), o refrão gruda pouco a pouco, e quando você vê está saltitando por ai cantando “atomic bomb (love in atomic accelerator)”. É meio filler, mas ainda assim é gostosinha de escutar.

A penúltima faixa é Dice Play, que tem umas influências mexicanas/espanholas, com umas maracas e guitarras no fundo. Gostei muito, e lembra um pouco Hot Shot, do Sixth Sense, que também é ótima. Uma pena que a faixa que encerra o álbum é meio fraquinha.

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Fractal é uma midtempo bem xaropenta e sem graça. Felizmente ela não quebra *tanto* o clima de Dice Play e não dá aquela broxada. Pelo menos a letra é bem legal, fala sobre elas estarem como um fractal quebrado (fractal é uma forma geométrica que se repete em todo canto, tipo um floco de neve). Não sei se é o fim mais apropriado pro Basic, mas é o que temos pra hoje.

Basic é um bom álbum no geral, apesar de terem seu começo e seu fim que deixam a desejar, possuí ótimas faixas em todo seu decorrer, além de ter um conceito bem inusitado e que é bem trabalhado. BEG sempre capricha em seus álbuns, não mantendo a qualidade somente nos singles, e agora que elas estão com praticamente toda a autonomia criativa de seus trabalhos, podemos esperar mais coisas boas feito esse álbum. Hwaiting, Brown Eyed Girls! (e por favor, parem de sumir por 2 anos após lançarem algo que meu coração não aguenta)

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The Misconceptions Of Me ~ Review

Brown Eyed Girls – Basic

Lançamento: 05/11/2015

Nota: 8

TOP 3: Wave, Higgs e Dice Play

E vocês, o que acham do Basic?

Não se esqueçam de curtir a página do blog, e, se gostou do post, divulgue ❤

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